Muito mais do que uma aula particular

Atualizado em 20/08/2025

No Brasil, a profissão de professor particular (tutoring) é muito comum, visto as deficiências do ensino básico. Apesar de vir de uma família com parentes no ramo educacional, meu encontro com a área veio em 2005, quando descobri uma escola de reforço escolar no meu bairro que precisava de professores de Química. Eu me lembro muito bem da minha primeira aula, era um aluno que precisava se preparar para uma prova e tinha uma lista de exercícios. A aula deu tão certo que depois de um tempo fui dando outras disciplinas como Biologia, Matemática, Física e Inglês. E quando comecei a licenciatura em Química depois de terminar o bacharelado, percebi que minhas aulas ficaram mais completas em termos de didática e de conseguir captar a necessidade do aluno com maior rapidez. Também comecei a dar aula para alunos de escolas bilíngues, o que exige do aluno não só o domínio do inglês, mas também da disciplina em si como Química e Biologia.

Depois do meu mestrado e doutorado na Inglaterra (2009 – 2015), retomei as aulas na mesma escola de reforço, e meu modo de dar aula mudou, graças ao meu trabalho de monitora da graduação (Graduate Laboratory Assistant), onde aprendi muito sobre diferentes formas de ensinar – Essex é uma universidade muito internacional. Os alunos bilíngues começaram a ser mais frequentes e fiquei focada em dar Química, Biologia e Matemática (este para o Ensino Fundamental I). Mas com a pandemia da covid em 2020 tudo mudou, e com o fechamento da escola, tive que voar solo pela primeira vez.

A ideia da mentoria educacional da Tp para alunos do Ensino Fundamental II e Médio veio em poder oferecer algo além de uma aula particular: ensinar ao aluno como estudar Química, Biologia e Ciências com as ferramentas dadas pela escola e por mim com a minha experiência – aprender a fazer por exemplo tarefas de casa, trabalhos e estudo para provas e vestibular. Nada de decoreba, e sim entender o conteúdo visto em sala de aula e na mentoria.

O importante é mostrar que Química, Biologia e Ciências não estão no currículo escolar à toa. E sim presentes por fazer parte de nossas vidas e que o conhecimento visto delas na escola não é só para o vestibular ou outro processo seletivo para entrar na universidade.

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